Poemas Matutos

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                     A Históra de Ináiço de Lelita de Piróca



Derna que eu era piqueno
Iscuto vovô dizeno
Que a vida é um causo séro
Defice di si intendê
Uns nasce com muita sorte
Já otos inté a morte
Vive só a padecê.

Sorte i distino são coisa
Que caboco num inscóe
I si tentá disvendá
Chega a cachóla róe
É o caso de  Ináiço
Fie de lelita e piróca
Um caboco que nasceu
Cresceu,viveu e morreu
Lá na fazenda taboca.

Ináiço era um cabôco
Qui Gostava muito de festa
Só andava dendur lim
Cabelim cubrino a testa
Pa detráis um parmo e mei
E Cuma num era fei
Chegado  namorá
Bem sabido nus falá
E adonde ele fosse istá
Ar moça tudinho vinha
O úm’inco mal qui ele tin’a
Era um tar de azá.

O caba era tão frechado
Qui si acaso caísse
Pa trais invêis de pa frente
Num triscava no cachaço
Nem releva o ispinhaço
Tombem num ficava um dente

Era um azá tão da gota
Que todo canto qui ia
Ô puradonde passava
Si uma briga cumeçáva
Tendo puliça pur perto
Os briguento tava certo
E Ináiço o qui apanhava

Cum isso um’a depressão
Li atacô derrepente
E umas questionação
Vêi morá in sua mente
“apoi ta Ca besta fera!
Pur que qui ele nun era
Íngua a todo vivente???”

U zôto erra pur lá
Quem paga o pato sô eu!
A solução é Du zôto
Os pobréma tudim meu!
Intonce disse:
Papai! Se fô nesse vai num vai
Num dá pá continuá!
Me dê de papé cem conto
E di nica Oto tanto
Vô caçá um pai di santo
Mode tirá esse azá!

E si arribô num (FÓ)
Da taboca a juazero
Pá tirá o catimbó
Cum um tale curandero
O mió catimbozero
Pur nome Zé benzedô
Qui tinha um tali terrero
De Oxossi matalambô

O FÓ paro bem di frente
Ele apiou  contente
Passo nus cabelo um pente
E fêis o pelo SINAR
Nisso na porta chegô
Bateu parma e isperô
Lá saiu Zé Benzedô
Cum jeito istrãe de saivaR

Disse:
Ara-do-piá! Meu fie Ináiço é seu nome???
Ináiço sarrupiô todo mais penso:
É esse o Home.
Inté meu nome já sabe..
Intonce disse apoi sim.
Seo Zé hoje eu aqui vim...
Mair nem cabo de falá
Zé benzedo lascou essa:
“é qui vançuncê tem pressa
Móde num azá dá fim!!.”


Daí partiu pa consurta
A consurta foi mais curta
Di que coice di preiá
Zé benzedo corporado
Disse a um’a fia de santo
Corra lá naquele canto
Ligero sem satrazá!
Traga ur lito de abô
Do Peji de pai Tumaiz
Água di chero os tambô
Trais tombem us agogô
Ramo banhá o rapais!

Logo as ropa di Ináiço
Tiráro di riba a báxo
Tacáro us abô no caba
Qui insopáro o macho!
Zé benzedo Gungunano
Chamô um tali di Ivo
E disse:
Vai e pegue meu lívo
E anote us preparativo
Mode fazê o dispácho!

Ele vortô cum tali livo
Zé benzedo gungunando
Foi dizeno as palava
E o tali Ivo anotano
Ináiço franzino a testa
Um’a veigônha da mulesta
Mai ali nu iscutano


Zé benzedô disse:
Vosso! Nóis teremo qui comprá
Um bode preto sem pinta
De vela bem umas trinta
De quato Cô deferente,
Treir lito de aguardente
7 fita de amarrá
De vermeia é um pá
Mie de pipoca , charuto
Um’a quarta de fumo vige
Mode acarmar us bruto
Dois aribezão de barro
cinco maço di cigarro
treir galinha de terrero
e agora pur derradero
precisamo um pombo macho
água de chero e treis pente
e dexe o o resto Ca gente
qui eu mermo faço o dispácho.


A consurta é trinta conto
Os preparativo Cem
Dê cinco a essa minina
Qui tem um balai tombem
O nome intero iscrito
Mode eu dizê pus zisprito
O dispacho de quem é
Pode as ropa vistir
E se quisé pode ir
cumemorano inté
Adispois desse dispácho
O meu fie vai percurá
Um lugá cum muita gente
E um’a peda pegá
Virá as costa e mandá
Bem no mei da murtidão
Num ói in quem pegô
Vorte pra casa surrino
Depoir disso ,ói  minino
O tar azá sacabô

ináiço feiz direitim
O qui disse o benzedô
No Oto dia cedim
Pra taboca sarribô
Quase liso sem um conto
Mais todo alegue e contente
Bem pamode terminá
Só fartava incrontá
Um lugá cum muita gente



Cuntece que nesser dia
Gente Cuma romaria
Num’a  tali missa dus crente
Qui Tava teno na Taboca
Na casa dum afiado
De sua tia Maróca
Gente lá pur todo lado
Parecia inté velóro
Ele chegô si iscondeu
Pu detráis dum oratóro
E uma péda dunr dois quilo
Pegõ e si avirô
E Ca força da muéca
No mei do povo jogô
Adispois saiu si rino
Sem oiá im quem pegô

Num tirante de Carrera
Chego lá in seo terrero
Cum pôco chega Piroca
No pió dus disispero
Ináiço meu fie! Tu chegô
Sele um jegue corredô
E vai buscá o dotô
Vexado num si acãe
Pois teve um fie Du istopô
Qui no mei do povo tacô
Um’a péda deste tamãe!
Foi sangue pa mair de légua
E né qui o fie duma égua
Nu cuaje matô tua mãe!!!!!


...é rapáis conde o azá
Garra no lombo dum macho
Us arubú lá de baxo
Caga os arubú di riba
Num  tem vento pá mudá
E o quiláro vira Breu!
Apoi ináiço morreu
Cum mermo azá qui nasceu
Nem benzedor resoiveu
O caso lá da Tabóca
Foi assim esse fracaço
A istóra de Ínáiço ,de Lelita, de Piróca...







          O Dotô e o Tabaréu



Peço licênça dotô
Móde dizê in cordel
Trancano in currá di rima
Palávas qui quiném ima
 Se inspáia in lapêjo
Pa falá do setanejo
O populá tabaréu!

Sou matuto e assumo
Num négo meu naturá!
Chapéu di côro virado
Sandáia e imborná
Cum nada eu mim aporrênto
Dessas mão tiro o sustento
E da língua o lapiá!

Sou cabôco sem istúdo
Lá  das terra sofredôra
Tive o só pur caderno
E a sêca pur professora
Pur caneta eu tive incháda
E essas mão calejáda
Cuma prova di lição
O sofrê pur diversão
Cum direito  a cálo e tudo
Resumino meu istudo:

“Dipromado in afrição!”

Sô todo disinformado
Dessas coisa de progresso,
Pur lá nóis num temo luxo
Mais uma coisa eu confesso
Nóis temo traquilidade
Qui comparano a cidade
Lá é muito mair mió !
Si vive di “afróxa e aperta”
Mais ainda si disperta
Cum os canto dus curió
Têmo jumento rinchano
Marcano a hora pra nóis
E móde ispantá ladrão
Di ispanta boiáda, a vóis!

Temo mantêga de gado
Cuscúis pisado in pilão
Leite tirado na hóra
Qui num tem comparação
Temo bucháda di bóde
E farin’a de premêra
Cualháda e imbuzáda
Batata e macachêra.

Mim diga lá sêo dotô
O sinhô qui aqui peléja
Si mermo uvino min’as mágua
Num enche a boca dágua
Num sente um taco di invéja???


Num tróco meu Pé de Serra
Nem purisso tudo in ôro
Mio , num troco esse luxo
Pur meu bizáco di côro

Mim diga si aqui tem:
A cantiga dum vem-vem
A cacimba de água doce
O canto dum sabiá?
A lua branquinha di noithe,
E a cruviana de açoithe
Pamóde li refrescá???

É quiláro qui num tem!!!

Aqui eu só vi um’as dança
Modelo: “acabarezáda”
Gente ruim sorta na rua
E gente boa  trancada.
Mininas nova perdida
Ante mermo qui crescêsse
Lei da ladroíce líve...
...ói num sei Cuma se vive
Num arraiá quinem esse!

Já pa lá
Farta é hora
Móde as beleza contá
Dêrde prosa à catíga
E belezas naturá

Vim aqui num aperrêio
Nesse foçádo passeio
Só móde dá um recado,
Num si assuste, num si ispante
Eu sô mei inguinorante
Móde qui sô inletrado...

É qui..nóis tamo cansado
Di promessa i inrolação
Pois di quáto in quáto ano
É A merma tapiação
“ramo acabá cá fome!”
“Pará o rôbo du zôme!”
E sem paláva di ôme
Nóis vota e voceis some
Na merma cunversa PÊCA
I toda veis nu zingâna
Nus paga Cuma banana
E dá um troco de SECA.


Purtanto vim só dizê
Qui na proxima inleição
O sinhô e sua Láia
Erre o camím do Sertão!

Já qui nois semo invisíve
A gente si vira e vive
Cuma sempe si virô
Dispensamo seu favô
A suas bointenção
Imbruiadas di mintíra
Já disse a gente si vira
Ô cumeno mancabíra
Ô cum os favô do céu
Cansemo di inganação

Nóis num sêmo besta não ,
Nois semo só tabaréu!!

Agora,
Si puracáso o dotô
Mudá di opinião
E rezouvê trabaiá
Temo vága pu sinhô
I li prometo dotô
Qui cálo num vai fartar!

Só assim vô li insiná
E cum prazê li mostrá
Todas as dô qui lá vejo...

..Dicidino o sim’ô  FALE
Ai , o sinhô vai ver quanto vale
O voto Dum sertanejo!..

Olliver Brasil

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Com mil peixeiras de  [Lúis!!]


Olliver Brasil



Se deus fosse nordestino
Ele seria um vaqueiro
Em seu cavalo de nuvens
Purriba dos marmeleiro
Pincelando o ceu de azuis
Com aboios e tuadas
Daquelas enfundiadas
Cum mil peixeira de lúis

O vento era seu gibão
Pamóde se proteger
Das coroa dus espinho
E dos sóis pelo caminho

Um perneira empueirada
Lembrava a seca cruel
E na caatinga fechada
Seguia dando peitadas
Em icó e avelóis
Sussurando em meia vóis
         Ao som do seu tropéu

Segurando na maçóca
Do garrote do distino
Se livrava dos cipóis
Pur que Deus num é minino!
E na faixa da história
Arrastava e : “foi num foi”
Se ouvia lá de cima
Anjos dizer : - Valeu boi!

Ele estaria com a gente
Nas festas de apartação
Nus dia de ferrar  gado
E nas corridas de mourão
Todim em couro trajado
Cuma taca de vergaio
Reistida de amor
Cum pé num toco incostado
Ouvia um verso bem  rimado
De um humilde cantador


De paga pelos aboio
Butaria na bandeja
Umas mueda de ouro
E pidia uma peleja
E o cantador inspirado
Com outro verso rimado
Desses que vem lá de cima
Com a cancela da boca
E sua vóis meia roca
Trancava os currais da rima

Deus Cuma bom sertanejo
Soltaria um aboio
Desses que toca na alma
E vaza água do ôio.
Posso contemplar a cena
De Deus Vaqueiro aboiano
Um verso que vale a pena
E nóis tudim escutano...

“Obrigado vaqueirama
Por sua santa atenção
Quero retratar o drama
Deste sofrido turrão
Na voz de um simples vaqueiro
Nos cafundó do sertão”

Qué igualzinho a vocêis
Lamenta  sem voz nem vez
A triste  situação
E para aplacar seus áis
Eu vou fazer chuver mais
Neste abandonado chão”...



Ô ÔÔ --- Ô ÔÔ---- Ô ÔÔ  gadoá! Boi!!!!!
Êêê Êê Boi!!!...
 




Homenagem a todos os vaqueiros do semi árido Bahiano


Ui-meio Matadô
Olliver Brasil




Quando Zé lorênço  era
Carteiro em Socotó
A entregação de fuxico
Era muitho mair mio!
Pela é nacença do dia
Zé Lorênço pur lá ia
Carregano seu AIÓ

Cum um chapezim marelo
Numa rôpa acenorada
Derde a frente do coreto
Inté a curva quebrada
Cum aió véi incardido
Carregadim intupido
De carta e de postal
Caçano os paradêro
Cum cartas  dos istranjero
Ô  mermo da capital


Se fosse causo de morte,
Do cába já ta de cama
Ai o negóço era
Mutivo Pra telegrama!
Cum palávas debreádas
Sem ponto final nem nada
O  fato era Breviado
Du jeitim Cuma si deu
Cuma no dia qui morreu
A muié de Antõe machado.

Antõe trabaiava mermo
De caxêro viajante
E tinha si arribado
Puma cidade distante
E umas abêa marvada
Atacáro sua amada
Ela Inchou-se e morreu
E Cuma num era perto
O seu primo Elisberto
Um telegrama escreveu:

O custo era pur palava
A tali correspondença
Ô tinha muito dinhero,
Ô tinha muitha sabença
Ele matuto pensante
Arresouveu num instante
E no correio entrou-se!
E pra seu primo querido
Ditou esses tar dizido
Quinda hoje é cunhicido:

“Machado Inchada Foice!”

Tinha coleção de selo
“ôi- de- boi”,”Imperiá”,
Tinha o selo “do Café”,
E do “Brazi Coloniá”

Tinha ôtos bem grandão
Qui cubria mêa carta!
Esses mais caro inté
Só comprava gente farta
Selo quadrado,cumprido,
Uns preto ôtos colorido
Uns caro ôtos mair barato,
Só sei dizer meu irmão
Era a comunicação
O úinco mei de falá
Do sertão cum as capitá
Ô das capitá pus mato.

Vêio um tali progresso
E ingordô Zé Lorênço
Um tali computado
Cum um vrido assim suspenso
Cum uma tilografia
Qui num Cê dadonde Veio
Só sei qui..
Pidido de casamento
Ô papé de pagamento
Fofoca e retrato feio
Tão tudo mudernizado
E agora é intregado
É na base duzimeio!

Pumóde disso ôto dia
Sucedeu um causo séro
Um tali imeio matô
A viúva de Severo,
Viúva novin,a in fôia
Assim cum ;uns 15 dia
Qui interrô seu difunto
Pois severo sarribô
Pa cidade de PéJunto.

Numa cidade corqué
Estava Antõe Juzé
Di férias na Capitá
Foi na frente prestativo
Fazê  os preparativo
Pra quando Mara Chegá

Se arreparô no ispêio
Móde ver si tava Fêio
E foi mandá um táli imeio
Dizeno Cuma Chegô.
Se assentou avexado
E di cumputadô ligado
A missiva cumeçô.
Mair na hora de mandá
Na  hora di distiná
Uma letra ele erro!
E au invéis de butá MARA
Ele colocô IARA a derláine coisa e tal
Um bj e um ticháu
Carcô o dedo e mando

E nessa martdita hora
A viúva de Severo
Acabava de chegá
De ôta ida ao Sumitéro
Pois toda viúva nova
Chora in riba da cova
Eu num sei pur qual mistéro!

Entrô no quarto e ligô
Um tali computadô
Qui Sevéro in vida deu,
Dadonde tava as lembrança
Umas foto das criança
Ôtas dele num chevétti
Uns retrato dele e dela
Só sei que chegô pra ela
Um imeio de internet!

Adispois qui ela leu
Deu a duença e morreu
No tamburete que tava
E sigundo  si falô
Pela boca duz dotô
O imeio matadô
Dessa manera Falava:


“Minha querida adorada,
Minha viagem foi massa.
É lindo andá lá im riba
Puradonde as núve passa
Di lá nói vemo o chão
O má e as prantação
O rio e ôtas coiza mais,
Imbora onde to agora
O negóço é ota Históra
Deferente pou dimais
Peço num si suprienda
Leia o imeio e intenda
Qui é sodáde meu amô
Escrevo pra lhe acarmá
Pois aqui nesse lugá
Tem inté computadô
Já fiz todos uzistúdo
Eu mermo cuidê de Tudo
Lijeiro pois num sô besta
Vá arruma as bagáge
E vá criano coráge
Pra sua vinda na Sexta.

Cum você vem mair di cem
Num pricisa avechação
Dá um frio nus isprito
Conde agente sái do chão
Mas conde se vê a terra
Acaba a  afrição
Só reforço uma coisa ..
Minha querida ispôza
Traga muita rôpa não
Pois apesá de Sê inverno
Isso aqui é um inferno
E faiz um calô do Cão!”





Deferençias custa caro. Olliver Brasil




Voismincê já precio que inzéste deferença
Entre o certo e o errado entre saúde e duença
Entre o preto e o branco entre o fei e o bunito
Entre o pobe e o rico?
O qui vo falá agora é inzato sobi isso

Aubiseuve direitinho se eu num tenho razão
O rico conde sacorda corre no saco de pão
Dana mantega de gado é café PA todo lado é pasta de minduim
Bulacha torta pudim,é bolo de aimpim tem maçã pêra mamão
Come ali pela metade , da o resto pus cachorro
E si a impregada oiá pur discuido um istante
 Inda é inguinorante , lasca mei mundo di isporro!


Inquanto isso o pobe ta se lascano no morro
Acorda as cinco e meia pega um buzão lotado
Dez kilointro ingarrafado inte chegá no metrô
Inda acha um istopô PA roubá sua marmita
Dizeno ninguém credita!
Um pé de Galina assado uma lasca de jabá
5 culé de farinha que era pamode armonçar

Inquanto isso or buguelo que são marromeno unr 10
Sai pra ingraxá sapato pur lado da zona sú
Leva no bucho um angu que cumeu dimanhãzinha
So vorta detardezinha,rala o dia intero
Mode ganhar uns trocado
 dispois vorta pra favela
A minxaria que ganha compra pão cum mortadela
E ainda canta de galo que vida boa é aquela...

Já fie de rico sacorda lá já cuase pra media
Pega o controle arremote, aliga a televisão
Grita assim pra impregada:
- Maria! O meu patê de salmão
Trais os dinheiro do taxi, trás meus livo da iscola
Trás us carção do meu time
Dispois da aula tem bola


Rico come caviá, pobe come  o que vier
Rico casa in grande istio
Pobe arranja uma muié
A televisão do rico é daquelas deferente
Já televisão de pobe é  a janela da frente
Pobe nasce a migue quem sigura é a partera
Rico num nasce estréa,já entra no mundo estrela!


O rico cando vai preso La purum caso pirdido
A cela dele é um prédio isolado rivistido
Tem uns trinta sigurança,tem TV vido cacéte
Cumida ispecial, um jogo de cochonete
Qué pamode variá pois ele pode abusá
Da cama lá da prisão,
Tem geladera fugão tem visita a todo instante
Ninguém usa incomodar pois ele é preso importante.

Já o pobe se é preso se puracaso robou uma lata de ervilha
A puliça leva ele , o pai a mãe a filha
O gato di istimação
Vai quinem sardinha in lata na mala do camburão
Chega ingual arrois di quinta no posto pulicial
Iante de entrar direito já vai caino no pau

O casamento do rico tem revista social
No Oto dia é nutiça em tudo qui é jornal
A bibida é importada , a cumida nem si fala
Lua de me nos isteite tudin in traje de gala
Um avião leva os noivo
Oto avião leva as mala

Já casamento de pobe so acuntece forçado
É na base do juiz do pade do delegado
A moça já imbuxada o pai da moça invocado
A mãe da moça xingano e o noivo todo cagado

Adispoi da cirimonia o casá sai de carroça
Uma penca de lata véa dispindurada na joça
Lá uma pessoa joga uns dois quilim de arroi in riba dos condenado
Ante de cai no chão o arroi já é catado
Pois alem de custá caro e num pude disperdiçá
Ainda vai ser usado mode cume no jantá


Fie de rico cando chora vem logo a baba e diz
Cala boca bebezim pá mamãe ficá filiz
Daí chega a mãe e fala:
- se o fie de mamãe cala a mamãe compra no xópi um chanduiche gigante!
Vem o pai no mermo instante e diz num tom de rompante
Muié num iluda ele mode num dá depressão
- se o fie de papai calá papai dá um avião...

Já fie de pobe chorano parece um acidente
A língua arrasta nus peitho
Só farta perder os dente
Parece inte que tem é um moto dendas guela
Dana a puxá os cabelo
O zói enche de remela
O pai grita in to grave:
-cala a boca minzeráve qui gritaria do cão
Si tu calá a boca te vendo pu véi do pão!

O rico passa no banco seu cartão especial
O extrato é uma istera ,quema inté o terminal
Dali vai a concensonára
Compra um carro novo e paga a vista na merma hora
Num pricisa de avalista é dipressa sem demora
Chega in casa instaciona chama a mulé e diz
Fecha os zói ao vem ver..
Óia só opresentim que eu truche pra você
Quando ela abri os zói recrama logo
AMORR
Pode vorta e trocá qui nu  sagrade da cor!!!

Pobe si entra in banco um dia puracidente
O sigurança na hora fai bem assim pu gerente:
- doto ali vem um cabra,coidhadi! O elemento é suspeito
Eu num to gostano nada num sagrade do sujeito
Entrou oiano de mais, o vem buscá vale gáis ou o dinheiro da cesta
Vo meter bala nus peitho se ele se mete a besta!

Rico pega o carro e sai
Pobe sai o carro pega
No rico o lixo é luxo
No pobe o luxo é brega
Rico num vive deleita
Pobe num vive vegeta
Rico anda de avião
 e pobe de bricicreta
Sacola de rico é mala
Mala de pobe é um saco
Rico mora ni mansão pobe mora in barraco
Muié di rico é madame
Muié de pobe baranga
Rico arranja uma amante
E pobe?
Pobe num ama sincanga!
Trabai de rico é imprego
Trabai de pobe é biscate
Rico só compra ni xópi
Pobe só compra in mascate

Sei qui é tantas deferença qui ninguém pode contá
E no descer da ladera a tendença é almentar
O dinhero num é tudo mas acho qui é cenprucento
Cuma não tenho dinhero só tenho mermo os lamento
Bom o poço cum deus é muito
O muito sem deus é nada
 Ta bom cada um na sua
 A vida é uma piada
Nóis só num pode é surrir
Cumpade véi quem diria
É cu guverno mandou conomizar ineugia
Se ele mandou ta mandado
Ele é rico ele pode
O rico é sempe rico e o pobe sempe o pobe
Aliás rico acabá um dia ta difici
Pobe acabá ô ingano
Minino sabe o que eu acho...
 Se merda fosse dinheiro pobe nascia sem anus..



Emresáro informal  de boca de sinalera



“Marrapais! A profissão de professor no Brasil ta mais pra baixo do que bainha de soquete Mair desmoralizada que noivo que leva chife na vespa do casamento.onde já si viu home um professor ganhar meno qui um pididor de irmola ni sinal!!! Apois ta certo!  Ta duvidando? Faça as conta:

Eu derna que era minino
Qui iscuto esse caquiado
Que o caba móde ser home
Nesse Brasil aletrado
Carece no minimóro
De uns dois adjutóro:
Ou nascer rico
Ô sê formado..

Pode sê in Devogado
Doto qui trata muié
Juiz ô Sicanalista
Ôta profissão corquer
Se o caba quer ter valor
Eu vou dizer pu sinhô
Carece ter um ané

E fui cresceno uvino
Essa merma ladainha:
Istude mode ser gente
Istude mode ser home
Móde aprender a ler
Mode num morrer di fome
Istude pra ser doto
Perumeno professor
Nun troque istudo pur bola
Aprenda di traço a pingo
Mode num virar mendingo
Mode num pidi irmola

Mar cumpade aprecie
Cuma o brasi ta mudado
Oto dia eu cunversava
Com um professô formado
Ele me  conto um causo
Qui fiquei disleriado
Diche assim:
Zé di liboro
Neto da véa tidinha
Qui é mei ispaduado
Anafabeto
Tapado
Um Zé ninguém
Um pidinte
Um irmoler farrapado
Indigente paternar
Sem pai , sem mãe sem borná
Sem ter onde cair vivo
Pois pu peste cair morte
Cai mermo in corque lugá
Mim incontro nesse sabo
Cum cara de derdontonte
Cum cara de sancristão
Qui cuspiu in relicáro
E falou cum todas letã!
Sem mintira sem mutreta
Que agora agora é impresáro

Impresáro sin sinhô!
Com direito a lerite
Assinado cum dedão
Parece coisa do cão
Pois eu,mode  ganhá mi real
Vou li dizê meu irmão:
Eu trabahio pur semana
Isatas quarenta hora
Num posso fartar um dia
Nu posso contá istóra
Num posso atrasá silviuço
Se eu fartá tantin assim
Cai caba in riba di mim
Qui mais parece Romero
Im riba de padim Ciço!

E fim di méis?
É disconto rapai qui mim aparece
É o vale do transporte
É INSS
É do vale refeição
PASEP FGTS
Pois o saláro do pobe
Cando se acha qui sobe
O iscumugado desce!
Incuanto eu to mimi isticano
Quinem  corda di viola
Zé liboro ganha ustúfo
Apena pidino irmola


Fai veigonha até falá
Nessa terra brasileira
Qui um home do meu quilate
Um professo de premera
Nun tenho um saláro ingual
“pelo perdão da má palavra”
Do nome da bagacêra
Num ter um salaro ingual
A um impresáro informal
De boca di sinalera!
Apôi anote o nome
Do tali proffisional
É impresáro informal
Di boca di sinalera.

Di trinta in trinta sigundo
Sassucede o siguinte
O sinal si fecha e abre
Um dá 10 oto da 20
Oto da nada Oto chinga
Zé liboro sem agravo
Leva assim im mei minuto
30 ou 40 centavo
Só sei qui im uma hora
É 24 real
Nas 120 pidição das parada di sinal
30 minuto de forga
Dá pá bicá uma cana
Entre uma e outra veis
Se trabaiá 25
Dos 30 dia do mês
É saláro di doto
4 milioiticento!
Aquele caba lodento
Ta ganhano meu sinhô!

Isso é o caucro isato!
Num to falano bestera
Isso sem falá das veis
Que recebe um real
Pode inté discançá e isperar 9 sinal
Qui deus me save o ingano...
Apoi, é o que ta ganhano
Im boca de sinalera
Um impresáro informal

Num paga imposto ninhum
Nun carece istudá
Só pricisa aprendê
Uma conta: a di somar.
Diminuir num precisa
Pois o caba conumiza
Im tudo qui si pensá

Num fai barba nem cabelo
Num tem gasto cum saúde
Num precisa tumar banho
Pricisa mermo é di grude
Corqué ropa é fardamento
Quanto mais veia melhor
Oi ! eu vou dizer pu sinhor
Que a profissão de pidinte
Ta mio que professor!

Eu mermo to ripindido
Dessa iscôia qui fiz,
Penso: se eu fosse quinem pidinte
Eu tava era mais feliz
Porimzempro Zé libóro
Ramo PA pontuação
Nunca assinou o nome
Num fais nem um Ò cum copo
Num cutribui pra nação
Num paga imposto di nada
Num alimenta ladrão
Eu  vou dizer uma coisa:
Tem hora qui dá um tino
Qui indoida corque caboco
Apoi vice seu minino!
Eu vou dexá di insiná
Vou mudar di profissão
Professo NE vida não!
Num ganho nem o normal!

Eu vou ispaiá curricu
Intudo qui é sinal
Cuns cabelo assanhado
Ropa suja e coisa e tal
Fazê quinem Zé loboro
Qui é home natural
Nem mais um pio in iscola
Ta mio pidir irmola
E sigui ota Carrera

E bem no mei do curriclo
Bem no meim vai iscrito
Cum iscrita de tercera
Cunr letrão bem garrfal
Candidato:
À Impresáro formal de boca di sinalera.


Olliver Brasil 8 de agosto de 2011



O Disco do Paraíba    Olliver Brasil


Ome eu já tava cansado de trabaiá de olaria
E tem um dize qui tem
Qui diz , qui num dá camiza a ninguém
Se puxá pau pás viria
Tumei veigonha na cara
E arribe num pau de arara mode sai da baía
Bandonei meu pai iéte
Bandonei vovo Maria
Só si ia lua vinha
5 noite e 4 dia
Andemo quinem cavalo
Inté chegá in sampalo
Na maió das regalia


Chegano nas capitá
Fui dereto pro mobrar
Prender Le qui nu sabia
O prefesso proguntava
Nóis besta arrespundia
Tantas letra tantos numo
Chega dava agunia
A palava a pronuncia
Tudim eu discunhicia


Tinha um tar de cea cá
Tinha um tar de ceequé
Ceiqui e ceocó
Tinha um tar de CE ucú
Que eu nu  quiria ser
Confesso eu num mimndê
Cun as linguge Du sur
Disisti di istudá
Dequiri uma viola
Discanbe Pra zona su
Mode cantá prosa e veuso
Pus povo do sangue azu


Só qui os caba num gostaro
Das cantiga da Bahia
E adiante da frustacez
Desisti di canturia
Compre jornár de imprego resovi sê bóia fria
Aí foi qui eu discubri
Pur donde é cu gato mia!

Todo sabo minha forga
Mas quem disse que eu saía
Mundo todo nuviado
Mai quem disse qui chuvia
E nu dumingo os Paraíba
Si incontrava no bráis
Pamode trocá o gaiz
Cuma si diz na Bahia


Quinem coro de mióca
Eu fique ino e voitando
E nessa idas e voita
Cunhici uma dotora
Qui sagrado do talento
Do abestado duz mato
Me féis gastá seis sapato
No camim das gravadora

Cumecei faze promessa
Almentei a devoção
Pidi puns crente oração
Invoquei jesui do céu
Iné qui foncionô!
Os caba tudin gosto das musga do tabaréu


Dichéro:
-Ramo Gravá!!
Cuma? Eu num tinha dinheiro
Me avechei nu disispero
Vindi panela sacola
A camisa da viola
Umas caçóla da muié
Rodava o dia intero mode dequiri dinheiro
Vindi inté meu pandero
E uns frasco de coca cola


Grave, só num fies sucesso
Mode qui eu num fies as capa
Tumem eu estava liso
Quinem quiabo ni piso
Matano cachorro a tapa
Mair grave mi elepê
Os tali foro gravado
Tava no canto incostado
Infusô os disgramado
Mais da metade mofado
Mas cole peste vende!?!?!?

O só ia lua vinha
E o tempo foi passano
E améla minha muié cumessô mimjuriano
E eu?
Eu tapiava falano:
- tenha carma meu amor!!!!!!!!
E amela me arrespondia:
_meu amô uma serrota to numa fome da gota
Nu  tenho nado no bucho veja o que CE vai fazê

Foi intão qui eu pense e arrisque in dize aquilo que eu pensei
Oi se hoje eu nu vendê o jeito vai ser cumer
Ur disco qui eu gravei...


Uzanjo dichero AMEM
Du céu pás palava minha
Conde foi ditardezinha
Pariceu um comprado
O caba sinteressô incompra tudo di veis
Foi o meu mio fregueis
Tombem já tava na hora dessa solução chegá
Pois eu num fartava um parmo pamode di indoidá


Depois da venda apurada e cundinheiro na mão
Eu crie inté corage e diche pucidadão
Eu nunca vi meu sinhô, um fã tão afazenado
Vote meu jesui Du céu
E o caba me arrespondeu:
- NE isso não tabaréu! O caba besta Du cão
To comprano esses fuá é pamode dermanchá
Pamode faze Butão!!!

Foi ota dicepição
E dispois daquele dia
Co vi que quebre a cara,
Eu arrume as minha mala
De um adeus  a sampalo
Munte noto pau di arara e arribei PA Bahia
Aqui eu nu  sinto farta do qui nois tinha no su
Demanha nois come assado
De jabá seco, angu
Cuscui e inte muncunzá
E do disco do Paraíba
So me arrestou as cantiga
Me lasco de baxo a riba
Nem Ca peste eu vou cantar.....


Um AMÔ Vivardinado....(O Casorio do donzelo )
Olliver Brasil



Eu vou contá a voces
Uma historia tristonha
Dum casamento que foi
Uma farta de veigoniadi
Di Cuma mi inganchê
Di Cuma qui mincasê
Sem tomar ruma da vida
E adispoi fique supreso
Pariceno um jegue preso
Numa cerca di biriba


Vovo caso cum vovó
Papai caso cum mamãe
Zezim meu irmão mai véi
Caso Ca fia di titõe
Já eu fique rapazote
Indureceno os cangote
Doidim pamode  coisar

Feinnnn feito uma topada
Qui ranca unha dipé
Mermo assim cum isperança
Di incrontá uma muié


In voita nas redondança
Ar muié num mim quiria
A nun sê chica veigaio
Neta da veia Maria
Qui tinha uma oreia mocha
Tinha um defeitho nas coxa
E era doca dum zói
Que docaro di cutelo
FEA quinem a trepéça
Pense: “ casá Cuma peste dessa
Prefiro morrer donzelo”

I o tempo foi passano
Papai foi foi ficano véi
I eu fcano tombem
Já cuase berano os trinta
Os cabelo chei di pinta
I sem casá cum ninguém


Distino é coisa inveigada
Nunca vi ele faiá
Se ele traça uma sina
Quem peste vai distraçá
Foi numa festa junina
Mim pariceu virvardina
Ô lindeza di muié
Eu fique vivardinado
Muidim   apaxonado
E cum dois o treis piscado
Noi dói já tava atracado
Nas prantação di café

Ca io das intenção
Fui tirano meus carção
Conde ela disse assim:
-dexe de avexamento
Só dispoi do casamento
Ti dexo tocá im mim!

Eu..
Sem pude iscuiê
Sem te ota pra trocar
Fique assim mei neuvorso
Mais num pudia zangá
O certo mermo síria
Trata logo de casá

Já tinha uma casinha
Tinha 4 vaquinha
Um zinco chei di farinha
E uma vontade da gota
Raciocine dipressa:
“perdeno uma chanche dessa
Im milano num tem ota

Ali mermo nu momento
acertemo o casameto
pra quinzi dia dispois
e diindiante agora
eu só sonhava ca hora
do pade marrar noi dois

e no dia do casóro
o povo todo animado
um tar de bater retrato
foi arrois PA todo lado
o vei meu pai convido
o sofonero fulo
e deu o maior forro

dispoi do final da festa
o povo foi ino imbora
fico so nois dois na sala
ela inte perdeu a fala
conde eu diche:
-Ramo agora??

Ela gaguejou e diche:
- vamo dechá pra menhã
Hoje to muito cansada
Intão eu vire pra ela e diche:
-colé cansada quinada
O qui si acussedeu
Você num caso cum eu
Poracaso case só???
E ela mi tapio com aquela voizinha di criança
- amo deixe de lambança
Qui amenhã será mió...

E no pé desse amenhã
Passo doir dia treir dia
Quato dia uma sumana
E nada di cuntecer
Uns dia grande danado
E eu ficava avexado sem sabe o qui fazer
Pidi concei a papai
Ele diche:
-- carma fie pode ser acanhamento
Cum sua mãe cunteceu
Já istava compretano
Uns treis meir de casamento
Conde ela arresorveu!!

A convelsa de papai
Aumentou meu disispero
Fiquei mais avuraççado
Di que mermo um jegue intero
Pensaei cá cumigo mermo:
Cada galo in seu pulero

E cuano chege in casa imboque di cuarto a dento
Subi na cama sedento
I puxe ela pu chão
Me atraque na garupa
A bixa deu uma upa
Conde tire meus carção

Eu diche num tem perdão hoje você num iscapa
Nem qui eu tenha qui inche
A sua cara de tapa
Ai a coisa inveigousse
Cum poço nois dois travousse
Nos tapa e nos palavrão
Ela pulano gritano
E eu doido lhistapiano
Gritano num tem perdão!!!


Eu agarre vivardina
Cum gosto de gasulina
Saino fogo da boca
E pra provar qui eu era macho
Eu lasquei di raba a baxo
Tudim qui era di ropa
Momentim vivardinado
Chega fiquei diseusado
Cum o qui aconteceu
Butei o zói numa bubina
Discubri qui vivardina
Era macho quinem eu!!!!

Ela si livrano deu
Logo pulo a janela
Cum troço dipindurado
Periceno  uma Cia de cela
E eu ali vivardinado
De queixo disboquiado
Todo discoraçãozado
No pior dus sufrimento
E digo mair meus amigo
Nunca tive inimigo
Mair quem quizer brigá cumigo
Me fale in gota de casamento





Ode a eleição (desabafo de um Cabôco)

Sou nordestino patrão
Venho de longe daqui
Das terra do xique-xique Du isquicido sertão
Das terra qui morre us gado qui o sinhô ouve falá
Isso mermo eu so de lá!
To aqui cumprino a sina qui o sinhô detremina
morre de fome e di sede num sufriento lascado
nóis semo um povo isquicido pur dimais abondonado

só quero que mi arresponda
cadê os caba safado que prometero ajudá
a baia a Paraíba o rio grande di riba
do noite cume chamado?
O Pernambuco o Pará
Piauí e ciará do nosso frei Damião
Ah se eu fosse lmapião
Confesso di coração que essa pesta ia mudá!

Mai num tem nada não patrão
Noi já ta acustumado a vive inscurraçado
Quinem cachorro sem dono
A levá nossas agruras nos pio dus abondono
A inche a nossa pança
Cãs migáia das lambança
Dessa ruma de ladrão
Qui mente quinem a peste
E so se alembra do nordeste
In tempo de eleição

É um tar de promete
Só farta inté dizet dize que tem puder di faze
Cai a chuva do céu
E cum cunversa bacana
Esse fie da gota ingana
Us monte de tabaréu
Abestados quinem qui eu
Qui nunca aprende votá
A gente elege esses peste
PA di fome nus matá


Só digo uma patrão
Mais inleição vem ai
Qué pamóde um vim pidi
Um voto pur caridade
PA mudá essa banana
Dessa veir ninguém mimgana
Atráis di mim nu  ingata
Quem pensá achá meu voto
Arrembentou a chibata
Vão achá o qui a gata
Achou imriba da têa

Num tem cunvessa bunita
Sandáia bujão di gáis
E ainda digo mais si insisti é pirigo
Pois si insisti cumigo
Pego um ar e socapêa!

Certo tava erupueta
Qui diche:

“ quem quizé subi na vida
Faça quinem fuguetão
Incoste um tição no rabo
Mode subi di rojão
Vá papocar nuzinferno
lá qui é luga de ladrão”